Fábio Cavalcanti

Guitarrista, Arranjador, Produtor Musical e Artista Plástico. Formado em harmonia e percepção musical pela musiarte e educação artística pela UFPB.

Sunday, July 31, 2005

Os Fantasmas dos anos 80 ( a história de uma banda de garagem)

O final dos anos 80 fora uma erupção para o cenário musical brasileiro. Mas pouco se tem de informação das bandas que nasciam aos montes, fluxo e refluxo, reflexo da mídia institucionalizada que bombardeou a cabeça dos jovens, hoje adultos patologicamente estressados das metrópoles e das cidades que se desenvolveram à mercê de uma modernidade que se invadiu de violência no mundo de hoje.

Neste cenário, onde a violência era representada pelo final da guerra fria entre EUA e a extinta URSS, uma banda de rock surgia nas garagens da capital da Paraíba, João Pessoa, em 18 de julho de 1985, com instrumentos emprestados de amigos, ainda sem nome definido. Fruto da convivência de seis amigos: Sílvio Wanderley, Otacílio Vaz, Fábio Cavalcanti, Mano de Carvalho e Cristóvão Filho, todos alunos do mesmo colégio, o extinto Instituto Presidente Epitácio Pessoa (IPEP).

Em 84, Cristóvão, que era o mais abastado do grupo, resolveu investir suas mesadas em instrumentos: comprou uma guitarra, uns pedais boss, uma bateria e um baixo. Passaram a ensaiar então na casa do ainda pretenso baterista Mano. Aliás, todos eram pretensos músicos. Todos autodidatas, mas dotados de uma sensibilidade aguçada para o rock.

O rock da banda ainda era primitivo, seguindo a tendência cover do rock de bandas como Camisa de Vênus, Legião Urbana, Paralamas, Plebe Rude, Titãs e Ira,. Nos internacionais, Pistols, Clash, Red Hot Chilly Peppers, Kiss, Ozzy, Led zeppelin, Deep Purple, Iron Maiden, Scorpions, Van Halen, Police, entre outros. A banda então passou a se chamar Johntex , homenagem ao Camisa de Vênus de Marcelo Nova. Esse nome não iria resistir muito tempo. Em 1 ano a banda já era conhecida no meio estudantil da Paraíba como Fantasmas da Guerra.

Mas o que realmente aconteceu nos bastidores dessa banda hoje esquecida, mas ainda viva no inconsciente coletivo de muita gente, que conseguiu penetrar a mídia de joão Pessoa e do Rio de Janeiro sem um único tostão, furando esquemas que normalmente eram (e são) pagos por gravadoras, o chamado “jabá”, participando de shows no Circo Voador (Lapa – RJ), Tocando na Transamérica FM (RJ) na Fluminense FM - A maldita (RJ), ao lado de bandas como Ratos do Porão, Escova e a Máfia, Eddy Motta e Conexão Japeri, Picassos Falsos, Zero, Ojerizah...

...parte da história do rock no Brasil que se registrou em momentos de puro sonho, de pura garra e de pura resistência. Quem realmente eram eles? vocês vão descobrir aqui neste blog

Fábio Cavalcanti


Minha linda e maravilhosa filha Anna Carmen, razão de minha vida, que hoje tem 7 anos (na época da foto tinha 5)

Fábio Cavalcanti em show realizado na Paraíba em junho de 2000.